ratos gordos

Ao ler sobre a experiência de John Calhoun que levou ao nascimento do conceito “ralo social” reflecti. É tão óbvio que para lá caminhamos enquanto sociedade!

Quantos de nós não sentiram já uma dormência. Quantos de nós não questionaram esta forma de vida que levamos. Quantos de nós sentem que a conformidade não traz felicidade? Penso que a maioria se contenta, mas todos temos dentro de nós os genes que nos trouxeram até aqui.

Estudei a hierarquia das necessidades de Maslow. Aprendi que um indivíduo não consegue subir ao topo da pirâmide enquanto as necessidades da base não estiverem satisfeitas.

Achamos nós, que no mundo desenvolvido nos encontramos acima da base, já de volta da satisfação das nossas necessidades “superiores”. Mas continuamos a estimular os mecanismos mais primitivos que carregamos dentro de nós. Assim me vejo, assim me sinto, e rejeito. Ao ler este artigo sobre a experiencia de Calhoun, e cruzando com a teoria de Maslow, torna-se claro para mim que a humanidade caminha para a extinção prevista por Calhoun.

Temos capacidades intelectuais sim, mas as mesmas são reféns das nossas pulsões mais primitivas. (não há conflito. Impera o id)

Os poucos indivíduos que ousam contrariar estas pulsões, tendo como guia o seu cérebro, a sua imaginação, os seus sonhos, são, na maioria das vezes, rotulados de loucos. Não. Não são loucos. São os mais sãos de todos. São quem realmente compreende o propósito da vida. A maioria de nós, nem tem consciência deste conflito (uns não se podem mesmo dar ao luxo). Outros têm noção, mas preferem a segurança do conforto, e outros nesta condição mandam tudo às urtigas. Mas estamos enganados ao pensar que só quem tem a barriguinha cheia é que opta pela insegurança. Quantos, nas condições mais desfavoráveis, se recusam a alinhar com o poder estabelecido. Raros, mas basta um para provar que a verdadeira humanidade está viva e recomenda-se. Fazemos parte da única espécie (pelos dados que dispomos à data) capaz de sonhar conscientemente.

E no entanto pergunto-me… Afinal:

Somos ratos, ou somos homens??

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